Pecuária

Leite em crise: produtores do Paraná se unem para sobreviver

Produtores de leite de diversas regiões do Paraná oficializaram, durante o 38º Show Rural Coopavel, em Cascavel, a criação da União Paranaense de Produtores de Leite (UPPL). A nova...

Redação Agro7

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Leite em crise: produtores do Paraná se unem para sobreviver
Foto: Jaelson Lucas / Arquivo AEN

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Produtores de leite de diversas regiões do Paraná oficializaram, durante o 38º Show Rural Coopavel, em Cascavel, a criação da União Paranaense de Produtores de Leite (UPPL). A nova entidade nasce com a missão de defender os interesses do setor diante de uma crise que se arrasta há três anos e ameaça tirar milhares de pecuaristas da atividade.

O ato contou com a presença do presidente da Frente Parlamentar da Agricultura no Congresso Nacional, deputado federal Pedro Lupion, além de lideranças e diretores de entidades do segmento. Para os produtores, a união é a única saída para enfrentar um cenário de margens apertadas, importações elevadas e falta de fiscalização.

“Precisamos agir e rápido, porque o quadro que se apresenta para 2026 é o mesmo que afetou o andamento da atividade durante todo o ano passado”, afirmou Meysson Vetorello, eleito presidente da UPPL. Segundo ele, a entidade será fundamental para organizar o debate e buscar soluções concretas para o setor.

A principal queixa é a conta que não fecha na propriedade. “Estamos pagando para trabalhar. Recebemos R$ 2 e gastamos R$ 2,40 para produzir um litro de leite”, destacou Vetorello. De acordo com os produtores, há desequilíbrio na cadeia produtiva, com margens elevadas em alguns segmentos enquanto o produtor acumula prejuízos.

A diretoria da UPPL reúne representantes de todas as regiões do estado. A vice-presidência ficou com Maciel Omar Comunello, de Francisco Beltrão. O conselho foi estruturado em oito regionais, garantindo representatividade estadual. Hudson Erivalter Valezi assume como primeiro-secretário e Rodrigo de Souza Lima de Mattos, de Nova Esperança do Sudoeste, como segundo-secretário.

Além da articulação estadual, o movimento já projeta a criação de entidades semelhantes em outros estados, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com o objetivo de formar, no futuro, uma União Nacional dos Produtores de Leite.

Para os organizadores, o momento é decisivo. Como a atividade leiteira exige anos de investimento e estruturação, quem deixa o setor dificilmente retorna. A nova entidade surge, portanto, como uma tentativa de garantir fôlego e voz política a uma cadeia produtiva considerada estratégica para o agronegócio paranaense e brasileiro.

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